Metal Gear Solid V: The Phantom Pain - Análise

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain finalmente foi lançado. E Hideo Kojima caprichou, afinal de contas, este será o último jogo da franquia a passar por suas mãos.

Postado em 16/09/2015.

Metal Gear Solid 3: Snake Eater apresentou várias mudanças. Em vez de se passar em ambientes urbanos como os dois primeiros jogos, em que a tecnologia do radar era tão avançada que podíamos ver o campo de visão do inimigo, ele se passou na selva, onde você tinha que se adaptar ao ambiente utilizando camuflagens para se misturar com a floresta. E após MGS3, os outros jogos da franquia nos deram mais opções e mais missões para completar e, eventualmente, nos davam a capacidade de recrutar outros soldados. Agora que Metal Gear Solid V: The Phantom Pain foi lançado, não sabemos como a franquia, que agora é mundo aberto, poderia se expandir mais.

Obs: Se quiser entender a linha cronológica da franquia Metal Gear Solid e identificar onde Big Boss se encaixa nisso, acesse nosso outro artigo clicando aqui.

The Phantom Pain continua com o drama militar intenso combinado com o absurdo, o que é perfeitamente adequado para confundir nossas mentes. Os acontecimentos de MGS5 ocorrem 9 anos após Ground Zeroes, a “demo” lançada no ano passado.

No final de Ground Zeroes, Big Boss e seu exército são emboscados por Cipher e sua organização que destroem Militaires Sans Frontières (MSF), a base mãe que ele havia construído em Metal Gear Solid: Peace Walker. Eventualmente, Big Boss acorda de um coma, faltando um braço, preso com um pedaço de estilhaços na cabeça que faz com que ele se esqueça da Rússia, e está propenso a alucinações. Depois de sobreviver a eventos bizarros no hospital, o resto do jogo é sobre a reconstrução de seu exército e sua vingança contra Cipher.

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A história do jogo é tão absurda e emocionante como todo o resto da série. Se você é fã do mestre Louva-a-deus Hideo Kojima e já jogou os outros jogos da franquia Metal Gear, então você vai amar este jogo também. Vale ressaltar que Hideo Kojima saiu da Konami pouco antes do lançamento do jogo, mas sua magia foi mantida até os últimos segundos de gameplay.

Hideo Kojima mudou um pouco, agora. Kojima apresenta a história do jogo episodicamente, o que faz com que o jogo se pareça como uma série de televisão.

O que é realmente surpreendente é a pouca quantidade de diálogo, pelo menos quando comparado aos jogos anteriores. Enquanto Big Boss se comunica com seus aliados no campo, ele já não é bombardeado com chamadas longas e cutscenes tediosas para complementar a história.

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A Base Mãe é uma característica vinda de Peace Walker, que acrescenta ainda mais personalização. Com o Sistema Fulton, Big Boss pode capturar soldados inimigos e recrutá-los para expandir seu exército. Recomendamos investir seu GMD, a moda que você vai adquirindo ao completar missões e explorações, em pesquisa e desenvolvimento, de modo que você possa trazer novas armas e itens para o campo.

Soldados têm diferentes conjuntos de habilidades, com alguns sendo mais adequados para ação furtiva e outros para a luta.

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Além da jogabilidade mais polida, os gráficos estão simplesmente fantásticos. Enquanto o jogo sofre com falhas comuns em jogos de mundo aberto, tais como poucos modelos de personagens e alguns bugs, o mundo realmente parece estar vivo.

É repleto de flora e fauna, e os inimigos alteram suas rotas em função da sua programação (se é noite ou dia). A dublagem é simplesmente perfeita. E tal como acontece com todos os seus jogos, Kojima fez questão de criar um jogo fantástico.

Vale a pena jogar Metal Gear Solid V: The Phantom Pain?

É uma pena que este será o último jogo da franquia Metal Gear Solid que passou pelas mãos Hideo Kojima. Metal Gear Solid V: The Phantom Pain é simplesmente fantástico, e você deve aproveitar a franquia enquanto ela ainda tem uma boa reputação, pois ninguém sabe se a Konami vai inventar de se arriscar futuramente com um novo Metal Gear sem Hideo Kojima.

Enfim, MGS5 realmente vale a pena jogar, pois Kojima deu-lhe dezenas de horas para se lembrar dele e de sua obra.

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